a queda do observador
Dentro da caixa craniana sentado sobre a rocha cinza, observo a pororoca. Totalmente imóvel, apenas observo. O Mar invade o Rio com tanta violência e sutileza ao mesmo tempo, e tão perfeitamente, que a onda que se forma é de braveza e paz coincidentemente. E eu que nadava como um peixe sem rumo, pedi ajuda ao observador que, com toda sua razão, tenta me puxar pra fora, mas como um golpe do destino é ele quem cai na água e como em uma fábula que se escuta quando criança antes de dormir, o peixe alcança seu sonho, se transformando em seu predador mais temido, por nunca saber de onde ele vem...e alça vôo pelos céus da Liberdade.

4 Comments:
tive que entrar de novo para reler... gostei muito, demasiado.
mas como chama quando o Rio invade o Mar? a gente diz apenas que o Rio deságua no Mar?
=)
ah, q bom q gostou querida...eu tb gostei quando o observador levou uma sóva do tal destino.
E qdo o Rio deságua no Mar se diz desóva!ahahha, brincadeira...mas tem um nome sim,mas melhor não falar aqui.tsc.
aaaaaaaaaaaaah, fala sim!!!!!
hahahaha
=)
gostei mesmo, querido... como sabia que eu gostei principalmente da sóva?
Muy bueno!!
Clap, clap clap, clap, clap, clap.
Mar e o Rio é o que há.
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